Economia Boletim Econômico

Pesquisa mostra que maioria dos turistas vêm a Rio Branco para visitar parentes

Por Redação

04/04/2024 às 15:52:19 - Atualizado há

Visitar parentes e fazer negócios são os principais motivos dos turistas viajarem para Rio Branco. O dado consta no Boletim de Conjuntura Econômica publicado pelo Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre e elaborado pela Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Os estudiosos analisaram, em uma pesquisa inédita, o perfil do turista de Rio Branco e levantaram informações para apoiar tecnicamente as tomadas de decisão e projetos voltados ao segmento. Foram entrevistados 409 turistas, no período entre 6 de dezembro de 2023 a 18 de março deste ano. Confira o estudo completo aqui.

O turismo pode ser entendido como o conjunto de atividades realizadas pelos indivíduos durante as suas viagens e estadias em lugares diferentes daqueles do seu entorno habitual por um período consecutivo inferior a um ano. Enquanto atividade econômica, está inserido no setor terciário.

A pesquisa mostra que 34,5% dos turistas vêm à capital acreana visitar parentes e 25,2% fazer negócios. Apenas 16,6% vêm fazer passeios e outro 7,8% passar férias. O estudo revela também que os acreanos são a maioria entre os viajantes em Rio Branco. O segundo destino mais buscado no estado é Brasiléia, Sena Madureira e Acrelândia.

O maior fluxo de turista na capital do Acre é de mulheres. Elas têm entre 31 a 45 anos e com escolaridades de ensino médio completo. Sobre renda mensal, 44,7% dos entrevistados responderam que ganham de um a quatro salários mínimos e 19,8% apenas um salário mínimo.

Dentre os locais visitados ou preferidos para fazer a visitação, os entrevistados apresentaram interesses bem diversificados, foram eles: bares, casas noturnas e restaurantes obtiveram a maior preferência com 66,3% das respostas. Seguida por visitação ao shopping e pontos de comércio de produtos de artesanato, respectivamente com 52,8% e 27,9%.

Veja abaixo outros pontos importantes no perfil do turista de Rio Branco:

Preferência por viajar na companhia do cônjuge – 34,2%

Tempo de permanência superior a 10 dias – 27,4%

Gastos diários de até R$300 – 67,2%

Transporte por aplicativo para se locomover – 36,7%

Boa avaliação sobre a capital – 57,5%

Problemas

O levantamento revela também que os turistas, especialmente de outros estados, demonstraram interesse em conhecer as riquezas naturais, os traços e característica etnoculturais, gastronômicos e religiosos do Acre. Contudo, apresentaram críticas a aspectos estruturais como a depredação, a falta de manutenção e precária infraestrutura de acesso aos equipamentos turísticos.

Assim, dentre os problemas verificados para o setor turístico de Rio Branco e no estado, de um modo geral, são: os custos elevados das passagens aéreas, a precária infraestrutura dos pontos turísticos e a segurança.

As dificuldades logísticas, as poucas e caras passagens aéreas, a necessidade de aumento do investimento em infraestrutura para melhorar as estradas, os aeroportos, a rede de hotéis, os bares, restaurantes, mirantes, a inativa estrutura dos Centros de Atendimento ao Turista, a depredação dos equipamentos turístico públicos da capital e demais cidades geram problemas que dificultam o dinamismo no setor turístico.

Outro problema identificado é a segurança pública, que deve ser também deve ser tratada como uma necessidade urgente e integrada ao setor turístico. Os pesquisadores destacam que se faz necessário implementar medidas para combater assaltos, furtos na cidade e melhorar a segurança nos destinos turísticos.

"É fundamental que essas ações sejam contínuas e eficazes com o desenvolvimento de políticas unificadas entre os países envolvidos para que os turistas se sintam seguros ao visitar a cidade e o estado. Além disso, é importante garantir opções de acesso aos municípios do Acre com preços mais acessíveis, investir em melhorias na sinalização e acesso aos pontos turísticos, agregar valor aos produtos turísticos comercializados e investir na prestação de serviços ligados aos setores de alimentação, cultura e lazer, bem como, promover treinamento e capacitação dos agentes e demais profissionais do turismo", destaca o professor e economista da Universidade Federal do Acre Elyson Souza.

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